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DESINVENTAR

O que você desinventaria?

Em sua poesia, Manoel de Barros brinca com as palavras para desinventar objetos, ideias e
pensamentos. Ele arquiteta novas formas de ver o mundo através da imaginação, recriando
esta realidade que nem sempre nos serve ou é boa. Uma voz de fazer nascimentos, como
Manoel bem diria.

Em tempos sombrios, isso não é negar o que existe. Na verdade, é ressignificar como
enxergamos os acontecimentos, nos despertando para a diversidade das coisas. Desse jeito,
mesmo em momentos complicados, o deslumbramento segue vivo. Se existem histórias tão
verdadeiras que parecem inventadas, o contrário também pode ser verdade.

O que você gostaria de desfabular, desordenar, deformar? Na música, Chico Buarque nos
dá uma dica: “Você que inventou a tristeza / Ora, tenha a fineza / De desinventar”. Seria,
então, a tristeza? A solidão? A esperança? O pesar? Talvez um objeto. A cama? O celular? O
ônibus? A lâmpada?

Não se enganem, nada é inútil. Todas as coisas, principalmente as consideradas irrelevantes,
são matéria de poesia e, neste caso, de tema para os Jogos Autonomia 2021. Celebraremos os
inutensílios, feito Manoel-poeta: “É preciso dar ao pente funções de não pentear.”

Neste desafio de desinventação, as únicas regras são respeito, integração e criatividade. De
resto, vale tudo: jogaremos todas as lógicas pela janela em busca de um novo mundo. Boa
sorte a todas as equipes!
 

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